domingo, 7 de maio de 2017

A NBA é sortuda por eu estar em casa fazendo uma droga de artigo



Dion Waiters, Guard / Miami Heat - The Players' Tribune
Vocês já viram Casino, certo?
Você sabe, aquele com Robert De Niro e Joe Pesci em Vegas? Tanto faz — aquele.
Se você quer saber como é encontrar Pat Riley, você precisa assistir aquele filme.
Quando ouvi dizer que Miami estava interessado em mim neste verão, eu não estava realmente vendo isso no início. Nada contra o Heat, mas eu não sabia como eu iria encaixar lá.
Então eu encontrei Pat Riley.
Eu entrei no seu escritório e... caramba. O cabelo estava alisado para trás, ele estava usando um daqueles ternos dele, você sabe, O.G de verdade., parecia um milhão de dólares. Atrás dele, ele tem fotos dos times campeões revestindo as paredes. Ele está usando um de seus 9 anéis.
Ele está sentado lá olhando como De Niro em Casino. Ele está parecendo o chefe. Ele está olhando como ele viu tudo, porque ele viu.
Como um puro fã de basquetebol, eu só quero aprender deste cara.
Então eu escutei.
Eu sabia imediatamente que Pat era um cara de verdade, porque ele nem estava me perguntando sobre basquete. Ele estava me perguntando sobre a vida.
Então Pat diz: "Vamos colocá-lo em forma de classe mundial. Não boa forma. Não ótima forma. Forma de classe mundial."
Quero dizer, estou na NBA. Na minha mente, já estou em boa forma. Mas eu como um steak de Philly de vez em quando estou em casa? Você sabe que eu como.
Então Pat está olhando para mim como, "Nos dê uma temporada, e você verá. Classe mundial."
Até o jeito que esse homem diz classe mundial é classe mundial, entende o que eu digo?
Então ele diz pra mim, "Diga-me algo sobre Dion que eu já não sei. Não sobre basquetebol. Sobre a vida."

Deixe-me dizer o que eu disse pro Pat.
As pessoas acham que me descobriram.
Ilha Waiters, os GIFs, o Swag Philly Cheese... toda essa merda, certo?
Cara, as pessoas têm me subestimado minha vida inteira. Eu lembro quando eu estava no nono grau, eu tinha acabado de ser transferido pra South Philly High, e eu estava indo para a aula no primeiro dia quando esses dois seguranças vieram até mim, me medindo como se tivesse um problema.
Um dos guardas estava, "Hey! Menino novo! Hey!"
Eles estavam me questionando, tipo, "Hey, o que você está fazendo aqui? Qual seu nome, filho?"
Então eu tirei o elenco do time de basquete do meu bolso, e disse "Eu sou Dion Waiters, acabei de ser transferido."
Os guardas disseram, "Nunca ouvi falar de você."
Então eu disse, "Cara, eu estou comprometido pra Syracuse."
Eles me olharam de cima em baixo, tipo, Nah, você não é merda nenhuma.
Então eu disse, "É sério! Me procura no google!"
Agora eles estão rachando o bico, certo?
Então um dos guardas foi, "Isso não é uma merda? Me procura no google. Eu vou procurar esse moleque no google."
Então eles desceram comigo para o escritório, e me pesquisaram no google.
Maxpreps.com. Dion Waiters. Comprometido com Syracuse.
O guarda foi, "Cara, você não está mentindo!"
Eu estou olhando para ele como, uh-huh.
A partir daquele dia, toda vez que eu vi o guarda no corredor, ele gritava, "Eaí, me procure no google?"
Esse era o meu terceiro dos quatro apelidos.
Meu primeiro apelido foi "Dor-de-cabeça."

Nós vamos chegar lá, mas não foi essa história que eu contei para o Pat.
Eu contei ao Pat umas merdas que eu vi, e as pessoas que eu perdi. Com 12 anos de idades, ambos, minha mãe e meu pai já haviam sido baleados. Eu tive irmãos, primos, tios e amigos assassinados. Muitos para contar, é sério.
Você sabe qual é a coisa maluca sobre morte e violência? Você fica anestesiado. Você realmente fica.
Então por tudo que eu vi e perdi, eu decidi ainda sim: Sabe o que? Eu só vou jogar pra c***lho.
Então eu só comecei a me tornar uma lenda nos playgrounds de Philly. Com 12 anos de idade... Cara, as ruas sabiam quem era Dion Waiters. Eu aparecia em E.M. Stanton ou Chew’s Playground e os caras gritavam "Lá vem o Dor-de-Cabeça."
Esses eram os dias da "And 1" e todas aquelas mixtapes. Então todos tinham apelidos. E desde que eu era esse garotinho arrogante que sempre pedia a bola, sempre driblando, os caras começaram a dizer, "Cara, você está me dando Dor-de-Cabeça."
Então é isso. Eu era o "Dor-de-Cabeça."
Meu rival era esse cara chamado Rhamik. Eles chamavam ele de "Pequeno Gigante" porque ele era pequeno mas jogava como um grande. Um dia, ele apareceu no meu playground com sua pequena equipe, e desafiou eu e minha pequena equipe. Eles nos venceram, e eles estavam falando muita besteira depois. Meu Deus.
Eu estava enjoado. Eu fiquei doente.
Eu não ia deixar meu nome ficar manchado assim, sabe?
Então nós andamos até o playground dele e desafiamos ele pra uma revanche já no dia seguinte. Cara, eu estava numa merda tipo Jogo 7 das Finais, é sério. Eu não ia perder.
Nós matamos eles.
No dia seguinte Rhamik e os garotos dele apareceram de novo no nosso playground.
E eu estava tipo, droga, está prestes a haver um problema? No sul de Philly, você nunca sabe. Então eu andei até Rhamik, e ele estava tipo, "Bom jogo, bro."
Depois disso, nós saímos todo dia. Nós fazíamos tudo junto. Tudo. Eu dormia na casa dele, ou ele dormia na minha casa. Todo mundo no nosso bairro amava Rhamik. Ele era um garoto lendário. As pessoas conheciam ele, além de jogar, era patinar.
Olha, em Philly patinar era uma grande coisa. Ainda é. Eu não tô falando de, você sabe, Tony Hawk. Eu estou falando sobre andar de patins — os skates marrons com quatro rodas. Todo domingo, nós tinhamos essas festas de patinação feita pela Sra Doris. Se você não estava indo bem na escola (o que eu sempre estava), a Sra Doris ia até sua porta e dizia, "Dion! Você está banido da festa dos patins até você começar a andar na linha."
Isso era um punhal. Você não queria estar banido da festa dos patins. Esse era o lugar para você encontrar as garotas. Se você está imaginando uma coisa meio disco, não era assim que funcionava. Tinha tipo, 100 crianças de Philly andando de patins ao som de Rick Ross, fazendo o Philly Bop.
E Rhamik era o melhor patinador e ponto. Ele podia patinar seu traseiro. Antes de eu aprendar a patinar, eu só ia assistir ele e ficar tipo, Droga. Eu tenho que aprender. Esse cara tá matando.
Então por tipo, quatro anos, era bola e patins, bola e patins, todo dia. Quando estavam me procurando, não era, "Cadê o Dion?" Era sempre, "Yo, onde estão Dion e Rhamik?"
Quando chegamos no colegial, você sabe como funciona. As coisas mudam. Você começa a enfrentar certas realidades. Rhamik era um garoto pequeno. Ele ainda jogava bola, é claro, mas ele estava tomando um caminho um pouco diferente. Quando eu tinha 15, nós fomos separados, porque eu tive uma oportunidade para ir jogar nessa escola interna em Connecticut chamada South Kent.
Ainda, nesse ponto, Syracuse parecia muito, muito distante. Quando você cresce na minha vizinhança, você vive dia a dia. É assim que você passa. Se você pensa muito sobre o futuro, você pode ter seu coração partido, você me entende?
Mas eu me lembro da minha mãe me dizer, "Dion, você precisa sair de Philly por um tempo. Vai ser bom pra você."
Então eu fiz minhas malas. Foi a primeira vez que eu experenciei qualquer coisa fora da minha vizinhança, e cara... A saudade de casa era louca. South Kent fica no meio do nada. Eles fazem isso de propósito, para você não entrar em nenhum problema. Isaiah Thomas estava lá comigo. Ele era um senior de quinto ano, e ele tem o mesmo tamanho que tem agora, é sério.
Olha, eu sou um cara confiante. Mas mesmo naquele tempo, eu assistia o Isaiah tipo, Yo, esse cara é um matador.
Ele liderou a escola em pontuação e eu era o número 2. Isso não é louco?
Mas eu estava muito entediado lá. Quer dizer, eu vou de rasgar e correr nas ruas de Philly pra... Bom, deixa eu colocar desse jeito: o Wal-Mart mais próximo ficava há 45 minutos de distância. Nos sábados, nós pegávamos um ônibus para o Wal-Mart. Essa era nossa grande coisa da semana. Philly está no meu sangue, sabe? Eu ia pra lá pra escapar por um tempo, mas eventualmente... Bom, você não consegue escapar da vida, consegue?
Eu recebi uma ligação. Eu nunca vou esquecer. Eu estava indo para um campeonato, e meu garoto de Philly me ligou e disse, "uh... cara..."
Eu tô tipo, "O que tá acontecendo? Diz aí."
"... Rhamik foi baleado."
Depois de um tempo, você escuta tantas vezes, você nem precisa perguntar, "Ele morreu?" Você consegue dizer pelo tom no telefone.
Eu estava atordoado. Paralisado nem chega a descrever.... Eu entrei no MySpace naquela noite, todo mundo tinha fotos com Rhamik na foto do perfil, e me bateu de um jeito muito forte. Eu só quebrei. Eu perdi.
Aquele era meu garoto. Nós éramos o mesmo. De todas as pessoas que eu perdi... Rhamik? Eles tinham que matar o Rhamik?
Essa provavelmente foi a última vez que eu me perguntei Por que?
Todo mundo amava esse garoto. Eu e Rhamik iamos para o parque com 12, 13 anos pra jogar com os caras mais velhos, e nós lotávamos aquela coisa como um Baby Rucker. As pessoas apareciam só pra ver a gente jogar bola. Eu falo lotado, portão a portão, pra ver uns moleques da metade da escola jogar.
Eu penso sobre isso algumas vezes e eu quase choro. Não tinha diferença nenhuma entre eu e ele. Nós éramos exatamente o mesmo. A única diferença era, eu fui pra Connecticut com 15, e eu fui colocado em um caminho diferente...
E sim, eu estraguei muitas vezes, e quase desisti, e toda essa coisa, mas não importa.
Eu estava em um caminho... E eu cheguei, de algum jeito.
É daí que eu venho. Isso é apenas uma fatia da vida que eu vivi.

Normalmente, eu não gosto de falar sobre essas coisas. Mas quando alguém real pergunta sobre minha vida, eu conto. Então quando eu entrei no escritório do Pat Riley no último verão, e ele me perguntou, eu contei. Agora eu estou contando pra você.
Você sabe, é hilário pra mim. Eu não sou um cara da internet, mas eu vejo as coisas. Eu vejo o que as pessoas dizem sobre mim. Eu vejo os GIFs e essa coisa toda.
Eles dizem: "Ele nunca viu um arremesso que ele não gosta."
"Ele tem confiança irracional."
"Ele acha que é o melhor jogador da NBA."
Claro que eu penso.
Eu tenho que pensar desse jeito.
Escute, agora você sabe de onde eu venho. Imagine você andando em um playground de South Philly com 12 anos, com caras crescidos, arquibancadas cheias de gente querendo uma oportunidade.
Você acha que conseguiria sobreviver em Philly sem confiança irracional?
Você nunca vai ouvir as palavras, "Eu não consigo" saindo da boca de Dion Waiters.
Eu posso. Eu vou. Eu já fiz.
E lembre-se, meus primeiros 5 anos na NBA, eu joguei com os melhores do jogo. LeBron, KD, Russ. Eu via esses caras todo dia. E você sabe eu não estava apenas jogando... Eu estava competindo.
Quando eu cheguei em OKC, eu e KD estávamos juntos todo dia. Kev pensava que era engraçado, porque quando chegávamos no ginásio e jogávamos 1v1, eu estava tentando matar ele. Desse jeito.

Vá em frente e pergunte para ele quem venceu nosso último jogo.
Pergunte para ele. Ele vai te dizer.
Ele venceu muito. Mas eu ganhei bastante.
Kev costumava a falar muita besteira pra mim. As pessoas não sabem isso sobre ele. É claro, se você me conhece, você sabe que eu ia completamente armado pra cima dele. Mas ele voltava até mim. Ele tentava me colocar no post, e eu entrava em uma merda meio Phily Baby Bucker. Eu tirava todos os truques. Eu espremia os quadris dele, diretamente no ponto fraco.
Eu amava. Eu amava aquele time.
Eu realmente achava que eu iria voltar pra OKC nessa temporada, e achei que iríamos em mais uma corrida. Mas as coisas não aconteceram desse jeito, porque basquetebol é um negócio. Quando eu recebi a ligação de Miami, eu fui lá e entrei no escritório do O.G. Pat Riley. É quase a melhor coisa que aconteceu na minha carreira na NBA.
Eu lembro quando eu tomei minha decisão de assinar com o Heat, eu tive que contar a notícia pro meu filho. Ele tem 3 anos.

Ele disse: "Nós temos que deixar Oklahoma? Não!"
(Ele ama OKC.)
Eu disse: "Sim, nós não temos uma escolha."
"E nós temos que mudar pra Miami?"
"Yup."
(Grande suspiro.)
"... O.K."
Eu estou te falando, eu tive que vender pra esse garoto. Eu mostrei fotos de piscinas e tudo mais.
Mas eu posso ser honesto com você?
Quando Pat disse "Forma de classe mundial," eu pensei que soasse legal, mas na minha cabeça, eu estava tipo, Yeah, eu tenho isso. Eu estou em uma forma classe mundial. Você já sabe.
Então eu apareci para o camp, e depois de uma semana, meu corpo estava baleado. Eu estava quase sendo jogado nas latas de lixo como nos filmes.
E eu percebi, Quer saber o quê? Pat não estava apenas tendo uma conversa suave. Essa coisa do Heat é real.
Quando eu fiquei afastado com uma lesão na virilha em novembro e perdi 20 jogos, eu estava fervendo. Nós caímos pra 11-30, e todo mundo tinha desistido de nós. As pessoas estavam dizendo que deveríamos tankar pra uma pick.
Haaaaa.
Vamos lá, cara.
Enquanto eu estiver na quadra, você sabe o que nós não vamos fazer.

Quando eu voltei em janeiro, eu estava tão focado que era coisa de maluco. Eu ficava dizendo pra todo mundo, "Tudo o que vamos fazer é ganhar 7, 8 seguidas e estaremos de volta."
Diabo, eu me lembro que jogamos contra o Kev e aqueles meninos em Golden State, e eu tinha acabado de voltar. Eu estava indo pra cima do Kev naquela noite, mas eles nos venceram. Nós fomos jantar depois daquele jogo, e eu disse pra ele, "Bro, nós vamos entrar em uma sequência."
Ele ficou me olhando tipo, "Tá, certo."
Eu disse: "Naw, eu tô falando sério. Nós vamos puxar sete seguidas."
Ele disse: "Yeah, mas nós vamos pra Miami em duas semanas."
Eu disse: "Yeah, isso é uma vitória. Aposto."
Ele rachou o bico.
Nós voltamos pra casa e vencemos 3 seguidas, e Kev e aqueles meninos vieram pro nosso lugar.
Nós demos a eles tudo o que eles podiam aguentar. Nós não estávamos com medo. Eu logo vi o jeito que o Kev estava me marcando, tipo, ele estava me fazendo arremessar a bola. Eu disse à ele: "Bro, eu tô me sentindo bem. Você viu nossos últimos 4 jogos? Vocês estão aqui pra uma noite longa.
Nós estávamos falando besteira como se estivessimos jogando 1v1 em OKC.
Quarto período, 10 segundos sobrando. Jogo empatado. Eu tenho a bola nas minhas mãos com o jogo na linha, e eu já sabia o que ia acontecer. P***a da prorrogação, vamos sair daqui.
Quais as análises disso?
Isso é uma vitória.
Então eu fiz a pose.
As pessoas me perguntam o tempo todo, "O que significa?"
Não significa nada.
É só Philly dentro de mim.
Depois disso, puxamos 13 seguidas. Ninguém queria nos ver na primeira rodada. Ninguém.
Olha, eu sei que nós ficamos um jogo fora dos playoffs e isso me mata. Se eu não tivesse caído com uma lesão, acho que todos nós sabemos onde estaríamos agora. Mas você quer saber? A corrida nessa temporada foi mágica. Nossos fãs esgotaram a arena toda noite, até quando nós estávamos à beira da morte.
Eu amo Miami. Eu tive o inferno de uma temporada aqui.
Meu filho até tem uma namorada aqui. ELE TEM 3 ANOS. Você consegue acreditar nisso? Miami é desse jeito. Ela corre na direção dele pra dar um abraço nele e diz: "Oi namorado." Aí ela vai embora.
É de explodir a cabeça.
 Eu tento dizer a ele: "Tome cuidado lá, filho."
Ele não está ouvindo.
Tomara, que tenhamos encontrado uma casa aqui. Independente do jeito que acontecer, foi o inferno de uma caminhada aqui nessa temporada, e agora você conhece um pouco de onde eu vim, e o que você viu, você sabe que eu estou sendo real quando eu digo que eu sou grato.
(Eu sei que Kev está lendo isso agora, pensando, "Obrigado Deus por esse cara estar em casa fazendo artigos ao invés de estar matando nos playoffs.")

Você não quer nos ver, Kev!



domingo, 30 de abril de 2017

O Jovem Touro


Collin Sexton, Guard / Pebblebrook High School - The Players' Tribune

“Y el MVP del Campeonato Mundial FIBA U17 es ... Collin Sexton!”

Olho para cima com a cabeça virada para os lados.

Eles realmente disseram o meu nome ao inves do P.A.?

Olho ao redor do palco (ou podio) montado na quadra da Espanha, onde acabamos de receber as
nossas medalhas de ouro, e todos na arena estão olhando para mim.

Eu acho que eles disseram meu nome.

Então, um dos caras da equipe da Turquia, que acabamos de vencer para ganhar o Campeonato

Mundial Sub-17 da FIBA, chega e sussurra no meu ouvido:

"Eles disseram que você é o MVP."

Oh, serio? (realmente surpreso)

Eu acho que faz sentido que ganhar o MVP foi um fato inesperado porque só de eu estar na equipe em
geral era bastante inesperado. Eu não era um daqueles jogadores que eram conhecidos desde a oitava
série. De fato, apenas alguns meses antes de eu ganhar uma medalha de ouro, eu não estava realmente no radar de recrutamento de ninguém.

Eu só fui convidado a treinar com o time (seleção) dos EUA duas semanas antes do treinamento.
Apenas ter a oportunidade para treinar foi uma realização legal, mas não era algo que me fez ficar muito animado sobre. Eu não queria ser apenas um cara que deu uma passada durante os treinamentos. Eu estava determinado a forçar a equipe tecnica a me levar para a Espanha. Eu não estava lá fora apenas para provar que eu merecia - eu sabia que merecia. Eu queria provar que eu era o melhor.

Então eu treinei extramente mais. Três vezes ao dia - exercícios intensos e intensos. E quando eu

apareci para os treinamentos, mesmo que apenas algumas pessoas haviam ouvido falar de mim, agi
como se eu pertencesse (aos melhores). Porque eu fazia. E eu provei isso na Espanha.

Como se sabe o MVP do campeonato mundial recebe um relógio - um relógio bastante ruim na verdade.

Eu estava orgulhoso disso. Eu tinha trabalhado duro para ganhar isso (o MVP). Mas eu não me deixei
ficar muito naquilo, sabia que precisava mais.

Porque o meu sonho nunca foi apenas para entrar em uma equipe ou ganhar um relógio ou até mesmo
ser considerado um dos melhores jogadores de basquete do ensino médio no país.

Não, meu sonho sempre foi muito maior do que isso.



A menos que você seja um viciado em High School Basketball (vide @HSBasketballbr), talvez não
tenha ouvido falar sobri mim antes, então aqui está um resumo básico do que você deve saber. (Vocês
 gostam de SparkNotes? Eu adoro SparkNotes):

- Eu tenho um irmão mais velho chamado Jordan, que joga muito bem, mas nós não jogamos
um contra um em anos. Nós não podemos. Somos muito competitivos. Cada jogo que jogamos acabou
 por terminar numa briga. Era mais seguro para nós dois jogar apenas juntos.

- Você não pode me seguir nas mídias sociais. Não o tenho. Na minha opinião, é uma perda de
tempo. Gosta não o fará melhor em nada.

- Meu apelido é "The Younh Bull". Veja-me jogar e você vai entender por quê.

- Eu não tento cavar faltas mais. Talvez eu volte a fazê-lo algum dia, mas eu não faço isso
desde o 7o ano, quando eu estava treinando com Kobi Simmons (que agora está no Arizona) e eu pisei
na frente dele para sofrer contato só para tomar uma enterrada na cabeça por toda parte. Essa foi uma
 lição aprendida.

- Eu sou um grande trash talker - mas geralmente não é para entrar na cabeça de ninguém. Na verdade, a maior parte eu falo comigo mesmo em voz alta. Se eu não estou jogando bem, eu vou começar com algo como, "C'mon man, faça a cesta! Este cara não consegue te marcar!" Isso normalmente leva os jogadores da equipe adversaria a me ouvir e recuar e Então eu parto pra cima. Mas ainda, nunca é sobre eles, é sobre mim e como eu estou ajudando minha equipe. Se eu fizer um jogo ruim, vou me informar sobre isso. E se eu fizer uma boa jogada, sim, eu vou me gabar.

- Algumas pessoas podem me chamar de uma pessoa que demora a estourar, mas eu tenho treinado e trablhado o meu jogo desde que eu tinha três anos de idade. Meu pai é um treinador da AAU, e antes de eu ser forte o suficiente para arremessar a bola, eu estava executando exercícios até ficar exausto. Tudo o que sei sobre trabalho duro vem dos meus pais. Eles sempre viram o meu potencial, mesmo que o resto do mundo só mais tarde.

Há mais, mas essas são as noções básicas.

Quando crescendo, como muitas crianças, meu ídolo era Kobe Bryant. Ele era o cara cujo eu sempre asssistia seus melhores momentos no YouTube. Não foi apenas o seu jogo que me atraiu, mas também a sua atitude. Era claro que ele era apenas uma pessoa extremamente competitiva. Basquetebol foi exatamente como ele escolheu para expressá-lo. Eu gostei disso porque eu sempre fui
da mesma maneira.

As pessoas definem a minha história como "o garoto que passou de unranked para cincon estrelas", mas eu sempre me vi em um certo rumo para chegar a este ponto. Basicamente, estou satisfeito com os resultados, mas não estou surpreso com eles. Porque eles não são um acidente. Eu não tinha médias de 30 na Nike Elite Youth Basketball League no ano passado, porque eu aprendi a pontuar. Eu joguei bem porque vou ao ginásio todas as noites e não saio até ter feito 300 disparos.

Eu acho que o que eu estou tentando dizer é isto: Enquanto outras pessoas podem pensar de mim como um uma pessoa que demorou pra estourar, isso é porque eles não viram o trabalho que tive em toda a minha vida. Na minha mente, eu estou certo no cronograma.


O torneio EYBL foi onde eu meio que explodi na cena como um recruta. Depois que terminou, eu comecei a receber ofertas de todo o país e que é quando a equipe EUA veio a me chamar.

Um monte de caras começaram a receber chamadas de treinadores desde o momento em que eles estavam na nona série, por isso em relação a isso, o processo de recrutamento era algo novo para mim.

Admito que foi legal ter treinadores famosos vindo me assistir jogar, mas havia outra parte de mim que não estava realmente feliz com isso. Tanto de que parecia superficial, com um monte de treinadores apenas dizendo-me o quão bom eu era. Mas esse tipo de coisa nunca me interessou. Como eu disse, salve seus gostos e retweets.

Avery Johnson era diferente.

Ele não me disse como eu era bom. Ele não me prometeu tempo de jogo. Na verdade, era o oposto. Ele me prometeu responsabilidade. Se eu não colocasse no trabalho, se eu não fizesse as coisas certas, ele me bancaria. Isso é o que eu queria ouvir de um treinador: conversa direta.

Este é um cara que jogou 16 temporadas na NBA. Ele ganhou campeonatos. Ele é treinador de All-
Stars.

Então, quando ele me diz que ele sabe o que é preciso, ele não está apenas dizendo isso. Ele viveu. E
ele entende que realmente é, realmente difícil de fazer isso. O que eu mais aprecio no Coach Johnson é
que ele não vai facilitar as coisas para mim. Ele vai me empurrar para que eu possa um dia conseguir
as mesmas coisas que ele fez. E é por isso que decidi jogar para ele em Alabama.

O.K., calma, eu já sei o que você está prestes a dizer.

- Alabama, cara? É uma escola de futebol. (americano)

Sim, já ouvi falar deles. Se eu estava apenas assinando com uma marca ou um logotipo, talvez eu teria
 escolhido de forma diferente. Mas a minha escolha foi mais do que isso.

De todas as faculdades que eu visitei, Alabama me fez sentir como em casa. Acho que qualquer pessoa
que tenha decidido entre diferentes faculdades entende esse sentimento quando você anda em um determinado campus e imediatamente a vibração apenas se sente bem.

Sim, eu sei que o Alabama não é conhecido como uma escola de basquete, e que todo mundo acha que a SEC é uma conferência de futebol. Mas isso está mudando. Todo mundo viu Kentucky, Carolina  do Sul e Flórida jogar no Elite Eight (quartas de final) da NCC. A SEC está começando a ganhar destaque no basquete.

E agora, eu acho que eles estão prestes a conseguir mais uma equipe dominante.

Estou animado para entrar em Tuscaloosa - como parte de uma grande classe de recrutamento - para tentar trazer energia de volta ao Coliseu Coleman. Eu quero trazer esse barulho que você ouve em Bryant-Denny dentro de casa. Imaginem isso. Quero que todos estejam animados em assistir ao basquetebol no Alabama. Sim, o futebol não vai a lugar algum, mas o basquetebol em Bama (Alabama) está em alta, galera.

Tide Fans: Como isso soa - um campeonato da SEC e um concurso de torneio NCAA.

Sim, faz muito tempo que algo assim aconteceu, mas esses são meus objetivos. Se eu conseguir ajuda 
isso acontecer, os objetivos individuais que tenho para mim virão automaticamente.

No ano passado, minha equipe, Pebblebrook High, perdeu o jogo do campeonato estadual da Geórgia
por oito pontos.

Eu estava bem triste. Eu nunca fui bom em perder, mas eu levei esse jogo pessoalmente. Tudo o que
eu podia pensar eram todas as jogadas que eu poderia ter feito que teria mudado o jogo. Eu relembrei
todos os erros em minha cabeça repetidamente.

Eu costumo conversar com meu pai antes dos jogos para obter orientação e conselhos, mas depois dos
jogos, a única pessoa com quem quero conversar é a minha mãe. Para ela eu não sou um prospecto da
NBA ou até mesmo um jogador de basquete. Eu sou apenas seu filho.

Depois do campeonato estadual, meu pai foi para a cama, mas a mãe ficou acordada e me ouviu falar a
noite toda. Ela pode não falou 10 palavras durante nossa conversa, mas ela me ouviu enquanto eu precisava dela - mesmo que ela tinha que acordar às 5 da manhã para ir trabalhar.

Ainda estou aprendendo a lidar com a decepção. Eu não sou ingênuo demais para pensar que minha carreira é sempre vai ficar nesta mesma trajetória (apenas vitorias). O ano passado foi uma explosão absoluta, mas ao mesmo tempo, eu entendo que a parte difícil está apenas começando. Os jogos All- Star, a medalha de ouro, o relógio falso - todas essas coisas são ótimas - mas vamos ser real: Ninguém que tenha percebido seu pleno potencial é lembrado apenas porque eles eram bons no ensino médio.

Então eu estou escrevendo isso para não contar a minha história, porque eu apenas comecei.

Estou escrevendo isso para que todos saibam que vai ser uma grande carreira.

sábado, 22 de abril de 2017

Eu e KG




Carta traduzida pelo @fgeovanelima, a carta original está aqui.

Siga-nos também no Instagram e no  Twitter

sábado, 15 de abril de 2017

Russ


Enes Kanter, Center / Oklahoma City Thunder - The Players' Tribune

Eu quebrei o meu braço.

Você deve ter escutado sobre isso.

Mas se você não havia escutado, bem, então...

Desculpa por trazer à tona. Porque essa lesão, para ser honesto, não foi muito inteligente. Foi no final de Janeiro, durante um jogo em casa contra o Mavericks, no calor do momento.

Eu vi essa cadeira no nosso banco, e ela estava sendo meio “punk”, então eu bati nela.

Grande erro – cadeiras são duras. Eu fraturei um osso.

Você sempre odeia desapontar o time, não importa como. Mas com algo assim ... cara, foi pior do que simplesmente desapontar o time. Isso foi também embaraçoso. Eu fiquei meio mal com isso, sabe? É tipo, Enes, o que você fez? Como você quebra seu antebraço socando uma cadeira?

Eu me lembro, após essa lesão ter acontecido, nós descobrimos que eu perderia um mês mais ou menos ... Eu estava realmente temendo que todos do time ficassem bravos comigo. Gritando comigo. Um incidente desses afeta as chances do time de um jeito muito negativo. As pessoas iram ficar bravas.

Principalmente Russ – quem se importa com o time e com vitórias mais do que qualquer um.

Mas eu nunca vou esquecer a resposta do Russ no vestiário após o incidente. A primeira coisa que ele fez foi ir até mim e perguntar como eu estava. Você deve estar pensando OK ... Ele perguntou como você estava, e daí? – Pois é, talvez isso não pareça muita coisa. 

Mas isso significa muito. Foi um jeito de mostrar que ele se importa comigo como pessoa, e que minha saúde vem antes mesmo do recorde do time e essas coisas.

Claro, quando Russ perguntou como eu estava, eu disse para ele que o osso estava quebrado. Era o que eu mais temia a dizer, você sabe.

Mas mesmo após eu dizer isso, ele estava muito calmo. Posso dizer que ele estava triste por mim, mas não muito bravo.

“Coisas acontecem”, ele disse.

Coisas acontecem. É uma boa frase, eu acho.


E então ele diz a mesma coisa para a imprensa no pós jogo. Coisas acontecem. E, eu tenho que te dizer ... isso realmente definiu o tom para o time. Russ é o nosso líder e os outros seguem seu exemplo. E eu acho que era isso que ele estava fazendo lá. Ele percebeu que eu já estava mal o suficiente pela lesão ... Mais que o time todo combinado. E que eu voltaria atrás em um segundo. Não tinha a necessidade de gritar comigo, por dentro, eu já estava gritando comigo mesmo. E então eu acho que Russ estava tentando fazer o time saber, você sabe, muito claramente:

Enes sente muito, e ele é uma peça importante no nosso time. Então vamos apoiá-lo e logo ele estará de volta – e é isso. Fim de discussão.

Isso foi muito importante para mim.

Mas isso é simplesmente o Russ.

Você deve estar se perguntando por que eu estou falando sobre quando eu tive essa lesão estúpida, aqui, na minha história sobre a temporada que Russell está tendo. Mas para mim, eu acho, você sabe ... Essas histórias, elas são as mesmas histórias.

É tipo, OK: Todo mundo já sabe sobre os Triple-Doubles. Eles já sabem que o Russ está quebrando recordes, e fazendo essas jogadas surreais, e liderando o Thunder de volta aos playoffs – mesmo quando a maioria das pessoas durante o verão estavam falando, Nossa, boa sorte para essa cidade. Está tudo acabado para esse time. Eles já sabem que Russ é o melhor jogador na nossa liga, e está tendo a melhor temporada na nossa liga.

Mas acho que eles não sabem que Russ é também um dos melhores companheiros de equipe da nossa liga.

O que eu quero dizer com isso? Bem, vamos começar com: o que você ouve da imprensa, sobre como Russ de algum jeito “não faz seus companheiros de time melhores” – é uma piada. Completamente uma piada. Honestamente, quando penso no que Russ alcançou nessa temporada ... a coisa que mais vem na minha cabeça é como ele fez os caras no nosso time melhores.

E os números são parte disso, claro.

Dez assistências por jogo – isso fala por si só: Eu nunca tive tantos arremessos livres na minha vida como eu tive esse ano, jogando na posição cinco com o Russell na posição um. 

É inacreditável. E 11 rebotes por jogo: Você percebe a vantagem que isso nos dá, de ter um armador que consegue pegar rebotes como Russ consegue? Isso nos faz mais rápidos, e melhores. Isso muda tudo. E então, você sabe, 32 pontos por jogo: O que mais eu preciso dizer? Ninguém na liga consegue marcar o Russ no um-contra-um. Ninguém. Ele de algum jeito para pontuar. E às vezes o basquete é complicado, sim... Mas também às vezes é muito simples. E para mim isso é muito simples: Se você tem um cara no seu time que o adversário não consegue marcar – isso é um grande problema para eles. (Eu disse que era simples.)


Mas mesmo com todos esses Triple-Doubles: O principal jeito que o Russ fez o Thunder melhor nessa temporada – não é algo que você pode simplesmente mostrar em um vídeo de “melhores momentos”, ou com várias estatísticas. Eu não acho. Porque o que Russ fez esse ano é tão incrível, para mim... Não é só que ele fez nosso time melhor.

É mais como ele fez nosso time ... Russ-er (“jeito mais Russ”).

Vou explicar agora.

Eu não preciso comentar sobre toda essa situação do KD aqui, porque isso já está no passado. Kevin é um cara bom, um cara legal, e foi parte da nossa família aqui. E todos nós entendemos que basquete é só negócio. Mas quando ele nos deixou ... cara.

Você sente o impacto, sabe?

Você poderia estar sentindo várias coisas. As pessoas estavam começando a ficar mal. E não eram só os caras do time... mas talvez OKC inteira, a cidade inteira, estava se sentindo mal. Era tipo, Oh, aqui é uma cidade onde temos bons times ... e os fãs realmente abraçam isso ... mas aí os caras não ficam?

E então você escuta todos os experts na TV, dizendo que era hora do Thunder partir para o rebuild – você sabe, “Esses caras tiveram a chance deles, mas agora acabou.” Esse tipo de coisa. E tipo – OK, sério? Simplesmente assim? Acabou? Antes da pré temporada começar, as pessoas já estavam nos dizendo para arrumar as malas e ir para a casa.

E claro – digo, claro mesmo – você sabia que o Russ ia jogar muito mais nessa temporada, e tentar provar para todos os haters e para quem duvidava que eles estavam errados. Mas o que tem sido ótimo esse ano, e o que realmente tem feito a diferença para nós... É como 

Russ fez nosso time inteiro jogar muito mais. De repente nós todos estamos jogando com esse chip no ombro. De repente nós todos estamos levando esses haters para o lado pessoal.
“Haters are gonna hate”, esse é um dilema clássico do Russ.

Mas agora isso é um dilema do time, sabe?


Na verdade, vou frasear novamente – é um dilema da cidade.

Assim como nosso time todo adotou a personalidade do Russ, acho que a cidade inteira adotou a personalidade do Russ.

Eles tinham haters para silenciar, e um grande chip em seus ombros, e algo a provar... 

Assim como nosso time. Assim como Russ.

Vários candidatos a MVP tiveram bons números, e talvez até mesmo colocaram o time nas costas. Mas Russ?

Eu tenho que dizer, esse ano, Russ colocou uma cidade inteira nas suas costas.
  
Então, como eu disse, eu quebrei meu braço.

Foi um mês difícil de recuperação, e eu estava odiando não poder jogar. Mas no final, eu consegui – e no final de Fevereiro eu estava pronto.

E eu senti o impacto no meu jogo quando retornei.

Fui bem/ Não ... não exatamente:

Quatro pontos e quatro turnovers, com 2-12 FG. (Parabéns, Enes.)

Então eu estava obviamente muito desapontado – trabalhei tão duro para voltar e ajudar meu time, mas aqui estou eu, jogando tão mal e cometendo vários turnovers. Eu estava muito mal por isso. E após o jogo, eu estava sentado no vestiário, se sentindo frustrado.

Mas então algo muito legal acontece. Russ me vê no vestiário, cabisbaixo eu acho. E ele diz, “Enes, não se preocupe com isso.”. E então ele me conta a história de quando ele estava se recuperando de uma fratura na mão, anos atrás, e não conseguia fazer nenhuma cesta. Mas até que ele logo estava novo em folha. E ele disse que o mesmo aconteceria comigo.

E eu estava tipo, “Russ, quantos pontos você fez no seu primeiro jogo pós lesão?”
“Trinta.” (Foram 32 pontos, com 12-17 FG em 24 minutos, eu chequei no computador.)

E meu primeiro pensamento foi, tipo, Oh, ótimo. Russ está em outro nível. Mas então eu penso um pouco mais... E percebo que o ponto da história do Russ não era se eu conseguiria ir para o próximo jogo e meter 30 pontos, como ele fez. O ponto da história era que coisas acontecem. E você pode usar isso como desculpa... Ou você pode usar como motivação.

Porque, para o Russ – cara, é só isso. Não existem desculpas.

Tudo é motivação.

E isso é o que ele estava dizendo para mim, sabe? A lesão... Nem pense sobre isso. E ao invés disso, tenha confiança para ir lá... E saiba que se você jogar seu jogo, e não focar no que aconteceu, coisas boas virão.

No próximo jogo, fui lá e fiz 20 pontos e peguei 9 rebotes.

Com 6-9 nos arremessos e 8-10 nos lances livres.
  
E, de diversos jeitos, você sabe, sinto como se essa tem sido a história da nossa temporada.

Coisas acontecem.

Várias coisas aconteceram com o Thunder desde o último verão. E cada uma dessas coisas – seja a Free Agency em Julho... Ou as pessoas nos dizendo para irmos para a reconstrução em Agosto... Ou os experts nos prevendo fora dos playoffs em Setembro... Ou ninguém acreditando no nosso bom início em Outubro... Ou perder sete de nove jogos em Novembro... E então outras quatro de seis em Dezembro... Ou eu quebrando meu antebraço em Janeiro... Ou Russ sendo esnobado do time titular do All-Star Game em Fevereiro... Ou ninguém nos mencionando como contenders em Março, ou em Abril... Cara.
Isso tudo foram apenas momentos, onde algum de nós, ou até mesmo todos nós, poderíamos ter nos virado, ter criado as desculpas, e arrumado as malas para voltar para casa.

Cada uma dessas coisas que aconteceram nos davam duas escolhas:

Nós podíamos ir para casa, ou nós podíamos continuar lutando.

E agora nós lutaremos mais uma vez nos playoffs.

A maioria das pessoas apostarão contra nós – e isso é legal.

Nós não somos o time com o elenco cheio de estrelas... Ou o time da cidade grande... Ou o time com a melhor classificação. Nós não somos o time com o recorde incrível... Ou o time com os fãs famosos... Ou o time com os banners de campeão.

Mas eu devo lhe dizer: Nós sentimos que estamos em um bom lugar.

E nós sentimos como – nesse momento em especial, nesses playoffs em especial, nesse ano em especial – nós podemos dizer a coisa que é talvez, honestamente, até mesmo melhor que qualquer uma dessas. A coisa que às vezes... Em qualquer noite... Parece que é a única coisa que importa no basquete.

Nós somos o time que tem Russell Westbrook.




A carta foi traduzida pelo nosso parceiro @OKCThunder_BR.

Espero que tenham gostado, o link para a carta original no Players Tribune está aqui.

Siga-nos também no Instagram e no  Twitter

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Regras do JBP nos Playoffs

As regras do Jogador Block Party dos Playoffs, agora vai funcionar diferente das duas últimas temporadas. Agora teremos o vencedor da Primeira Rodada dos Playoffs (Leste e Oeste), vencedor da Segunda Rodada dos Playoffs (Leste e Oeste), vencedor das Finais de Conferência (Leste e Oeste) e claro, o vencedor das Finais da NBA.

Como funcionará: O jogador que der mais Blocks por minutos em uma série, será o JBP da Primeira Rodada da Conferencia Oeste, e assim por diante. Vamos exemplificar, caso o Rudy Gobert der 21 Blocks em 280 minutos na série, isso corresponde a um Block a cada 13,3 minutos. Agora caso o Serge Ibaka consiga 18 Blocks em 200 minutos, isso corresponde a um Block a cada 11,1 minutos. Nesse exemplo Ibaka venceria o confronto.

Obrigatório para concorrer:

Jogar pelo menos 4 jogos na série.

Ter no mínimo 60 minutos na série.

Espero que gostem do novo formato... E se tiverem alguma sugestão, podem entrar em contato comigo ou pela caixinha de comentários ali em baixo, pelo Twitter ou ainda pelo Instagram.

Siga-nos também no Instagram e no  Twitter